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Machado de Assis: “Não sou homem de touradas; e se é preciso dizer tudo, detesto-as”


Mesmo quem nunca leu nada de Machado de Assis quase de certeza que já ouviu falar deste escritor, considerado por muitos críticos como o maior nome da literatura brasileira. Introdutor do realismo no Brasil e dono de uma extensa obra, composta por mais de 800 materiais literários, a sua posição contra a crueldade animal é um tanto apagada e, consequentemente, pouco discutida.

Nos bastidores da violência: A mutilação das orelhas

Entre as muitas sevícias a que os bovinos, vítimas da tauromaquia, são sujeitos ao longo das suas curtas vidas inclui-se a mutilação das orelhas, uma prática realizada em quase todas as ganadarias.

Após sofrerem psicologicamente com a separação maternal, e ainda serem queimados com ferros em brasa em várias zonas dos seus corpos, os animais são também sujeitados a dolorosos cortes nas orelhas - que, habitualmente, acontecem no mesmo dia da ferra.
Estes rasgões e furos, feitos com navalhas ou facas afiadas, causam ferimentos que atraem as moscas e desencadeiam prolongadas infecções. Esta acção, consumada sem qualquer anestesia, conta com a presença de muitos convidados, cujo intuito é acrescentar mais uma assinatura da ganadaria para que o animal diferencie-se de outras ganadarias.

Nesta fotografia, de um touro da Ganadaria Dr. António Silva, o corte na orelha é bem visível.


Adaptado dos Marinhenses Anti-Touradas (blogue e facebook).
Veja os artigos restantes no álbum original.

Marina Ruiz-Picasso mobiliza-se contra as touradas


A neta do pintor cubista Pablo Picasso, Marina Ruiz-Picasso, junta-se à luta pela abolição das touradas.
Numa carta enviada à FLAC (Fédération des Luttes pour l’Abolition des Corridas), Marina Ruiz-Picasso afirma aceitar com muito prazer a sua integração no Comité de Honra da federação acima referida, bem como realça a importância da protecção dos menores face à visualização dos espectáculos tauromáquicos.

Nos bastidores da violência: A pega (parte I)


Momentos pré-pega para os bovinos:

• Transporte ganadaria-praça, que lhes causa muito stress e os faz perder muito peso;
• Embolação, que inclui o corte e limagem dos cornos sem anestesia, e os deixa ainda mais stressados e debilitados;
• Lide por cavaleiro tauromáquico que dura cerca de 10 minutos e inclui o cravar de arpões de 6 a 8 ferros/bandarilhas, e que os deixa exaustos, devido à sua fraca resistência física e às fortes hemorragias que os ferimentos provocam.

Nos bastidores da violência: O desmame


O cair do pano da hediondez tauromáquica: os humanos tornaram o milagre da vida numa maldição para o touro que, desde que nasce, passa pelas etapas mais indescritíveis e mais inimagináveis e tudo isso ainda antes da lide.

Separar uma mãe de um filho à força é, minimamente, desumano: as vacas possuem um fortíssimo instinto maternal e defendem as crias acerrimamente, assim como os bezerrinhos têm uma ligação única com a mãe e dependem bastante dela durante a infância. O processo especificado abaixo é de uma violência emocional extrema que, malogradamente, marcará o início de uma vida repleta de exploração, tortura e barbaridade.

O paralelismo entre a tauromaquia e o mito do Minotauro

Tauromaquia: do grego ταυρομαχία. Combate com touros.

Cnossos, Creta: o berço dos primeiros eventos com touros originou uma das histórias mitológicas mais trágicas e fascinantes do mundo; a lenda do Minotauro ainda assombra-nos pela crueza dos acontecimentos, envolvida num acto de bestialidade que deu origem a um ser híbrido assassino de humanos.

Fresco no palácio de Cnossos, representando o culto do touro através da prova da resistência física com as mãos nuas - 1500 a 1400 a.C.

Todavia, como poderá estar este mito interligado com as corridas de touros?