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Inglaterra vai proibir animais selvagens nos circos a partir de 2020


O uso de animais selvagens em circos ambulantes será interdito a partir de 2020, após uma longa campanha levada a cabo pelos defensores dos animais.

A promessa feita pelo Governo, de banir a exploração de animais em circos, já se arrastava por cinco anos: finalmente, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Department for Environment, Food and Rural Affairs) confirmou que a proibição entrará em vigor no ano supracitado.

Por detrás do riso: Os leões


Sofrimento, tortura e crueldade são disfarçadas com as gargalhadas que ecoam no circo. Arrancados muitas vezes do seu habitat natural, os leões são encarcerados em jaulas mínimas: o stress vivido nesse ambiente que confronta o seu instinto dá resultado a comportamentos neuróticos como andarem de um lado para o outro e auto-mutilação.

Inocentes e condenados: Os ursos

O circo esconde, com o seu brilho, a obscuridade cruel do tratamento que inflige sobre quem não pode defender-se: os espectadores deleitam-se com truques anti-naturais, não questionando o que é que os animais tiveram de sofrer até chegarem a este patamar de humilhação.

O mais recente artigo relativamente à exploração feita com os ursos nos circos reporta para Kiev, na Ucrânia, onde o grande mamífero é obrigado a andar numa bicicleta. As pessoas riem-se. As pessoas aplaudem. As pessoas divertem-se. O que as pessoas desconhecem, é que os ursos são severamente castigados para extrair-se obediência da parte deles: violência gratuita, aprisionamento e privação de alimento; são os três estigmas comuns para submeter estes animais aos números que impressionam aqueles que assistem.

Histórias de horror: A execução de Mary


Foi a 11 de Setembro de 1916 em Kingsport, no Tennessee, que Mary assinou a sua condenação ao atacar e matar Red Eldridge, um empregado de hotel que fora designado para trabalhar como assistente do treinador de elefantes do circo Sparks World Famous Shows. A notícia da morte de Red Eldrige foi bastante sensacionalizada e carregada com hipérboles e folclore, mas o consenso maioritário debruça-se sobre a versão de que a elefanta estava numa piscina a tomar banho quando o assistente apunhalou-a com um gancho na região próxima da orelha, após o animal deixar cair ao chão restos de uma melancia. O ataque físico enfureceu Mary, que albadrou Red com a tromba e pisou a sua cabeça, esmagando-a. Várias versões foram anunciadas mas, à excepção desta, são bastante imprecisas e exageradas. Algumas testemunhas afirmaram que Mary perfurou o corpo de Red com as suas presas e arremessou-o, já sem vida, para a multidão, enquanto outras referiram que a elefanta agarrou-o calmamente e transportou-o na direcção dos espectadores.

O circo: A máscara que esconde o rosto da agonia

A chegada do frio abre as portas à época circense, convidando várias famílias para passarem um dia diferente, proporcionando bons momentos aos mais pequenos. O riso inocente das crianças e o calor dos aplausos escondem, aos olhos de quem assiste, a realidade que é constantemente camuflada nos bastidores. Apesar de imensas investigações revelarem o cair do pano, a desinformação ainda predomina numa fatia da população que acredita estar a pagar por um espectáculo onde os animais são tratados com carinho e respeito.

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