Deputada apresenta projecto de lei para banir vendas de peles em Nova Iorque


Os dados foram lançados: em cima da mesa, está um projecto de lei que visa proibir as vendas de peles em Nova Iorque. Caso for aprovado, a cidade juntar-se-à a West Hollywood, São Francisco e Los Angeles, que já baniram as vendas de peles de animais.

A legislação anti-peles, que procura a extinção das vendas de peles até 2021, foi introduzida pela deputada Linda Rosenthal, uma activista pelos direitos dos animais. Rosenthal declarou que as peles de animais já não estão mais na moda graças à conscientização e à crescente oposição das pessoas face ao injustificado abate de milhares de animais:

Cada vez mais, os consumidores procuram por opções éticas e sustentáveis, sendo que as peles não são nem uma coisa nem outra. O comércio de peles tem no seu âmago uma violência contra os animais que é anti-ética e que choca com a nossa visão moderna de que os animais são seres sencientes.

O seu memorando da Assembleia explica: As fazendas de peles nos Estados Unidos criam animais, como guaxinins, raposas, martas e chinchilas, com a finalidade de matá-los pelas suas peles, muitas vezes usando métodos cruéis e desumanos.

The Humane Society estima que mais de 100 milhões de animais são assassinados anualmente por causa das suas peles. São Francisco e Los Angeles, como apontado acima, já interditaram as vendas de peles de animais, bem como marcas de luxo, desde a Coach, Armani, Gucci, Stella McCartney, Ralph Lauren, Burberry, Versace e DKNY tornaram-se fur-free, o que também foi referido por Rosenthal.

Independentemente do projecto tornar-se, ou não lei, o lobby pró-peles prometeu lutar contra o mesmo. A Fur Information Council of America reuniu a TLM Associates e a James Capalino Associates para o efeito, bem como a SKDKnickerbocker (uma empresa progressista de assessoria política e de assuntos públicos) está a ser pressionada para interceder a favor desta horrenda indústria. O argumento principal apresentado é de teor económico, ao referir a existência de 130 empresas de peles que operam na cidade e que empregam 1,100 pessoas. Steve Cowit, co-proprietário da Cowit Furs & Madison Avenue Furs, considerou a legislação apresentada como radical e que segue o manual dos direitos dos animais. Apesar de tê-lo dito com menosprezo, acabou por admitir implicitamente que a exploração de animais para peles choca frontalmente com a ética animal e que, consequentemente, desvaloriza o direito à vida destes seres.

Kim Salvo, directora de moda de peles da Anamoda, também deu o seu parecer sobre a proibição: Ninguém seria capaz de comprar peles? Isso é de loucos!!, acrescentando que as peles são sustentáveis, algo comprovadamente falso já que a produção e manutenção de peles de animais exigem processos químicos altamente nocivos para o ambiente, estando longe de serem verdes, como as definiu.


Notícia traduzida e adaptada de New York Post
Fotografia: Roeselien Raimond

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