Austrália proíbe os testes em animais em cosméticos


O governo australiano aprovou uma lei que proíbe os testes em animais na área dos cosméticos. O projecto, denominado Industrial Chemical Charges 2017, foi introduzido na Câmara dos Deputados em Julho do ano supracitado, sendo esta a primeira vez que uma acção foi tomada.

Com esta decisão, a Austrália não aceitará mais resultados derivados da experimentação animal como evidência da segurança ou eficácia de um produto cosmético. Isso significa que as marcas de cosméticos terão de mostrar que os seus produtos são seguros com métodos de teste que não envolvam animais.

O governo australiano, em parceria com a Humane Society International (HSI), delineou 11 medidas para assegurar que todos os ingredientes cosméticos sejam cobertos pela proibição. O devido financiamento será delegado para ajudar as empresas a implementar alternativas aos testes em animais.


Apesar de comprovadamente ineficazes, além de caros e anti-éticos, os testes em animais continuam a ser amplamente utilizados à escala global. A HSI estima que, só no nicho dos cosméticos, cerca de 100,000 a 200,000 animais sofrem e morrem todos os anos.

Hannah Stuart, gerente da campanha da HSI para a #BeCrueltyFree Australia, afirmou que a organização tem dialogado com o governo há quase três anos:

Esta proibição reflecte tanto a tendência global, de acabar com a crueldade nos cosméticos, quanto a vontade do público australiano que se opõe ao uso de animais no desenvolvimento de cosméticos. Isto é uma enorme vitória para os animais, os consumidores e a ciência.

De acordo com a pesquisa realizada pela Humane Research,  85% dos australianos são contra testes em animais para cosméticos.


Notícia traduzida e adaptada de: Livekindly
Imagem |  Pexels

3 comentários

  1. Deviam todos os países adotar o mesmo!

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  2. Amei a atitude da Austrália e como disse como disseram no comentário acima, todos os países deveriam fazer o mesmo. Afinal, todos os bichinhos tem sentimentos e sentem dores como nós.

    It's Lizzie

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  3. Mais vale tarde... do que nunca! Oxalá outros países sigam o exemplo!
    Gostei de ficar a saber! Beijinhos
    Ana

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